https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/21060| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| antoniomarcosfeitosagomes.pdf | PDF/A | 1.69 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Tipo: | Tese |
| Título: | A arte da gramática (1595) de José de Anchieta: projeto pedagógico e tradução intercultural da descrição linguística a partir de suas fontes latinas e humanistas |
| Autor(es): | Gomes, Antônio Marcos Feitosa |
| Primeiro Orientador: | Fortes, Fábio da Silva |
| Co-orientador: | Fernandes, Manuel Gonçalo de Sá |
| Membro da banca: | Kaltner, Leonardo Ferreira |
| Membro da banca: | Santos, Cezar Alexandre Neri |
| Membro da banca: | Beccari, Alessandro Jocelito |
| Membro da banca: | Freitas, Fernando Adão de Sá |
| Resumo: | Esta tese investiga, sob a perspectiva da Historiografia Linguística, a Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil (1595), de José de Anchieta, buscando compreender de que maneira o jesuíta empreende a gramatização do tupinambá a partir de categorias oriundas das tradições gramaticais latinas e humanistas. A pesquisa parte do problema de compreender como Anchieta utiliza modelos descritivos europeus na sistematização de uma língua indígena ágrafa e de que forma esse procedimento se relaciona ao ensino jesuítico, à catequese e ao contexto colonial do século XVI. Metodologicamente, o trabalho fundamenta-se nos princípios da Historiografia Linguística propostos por Koerner, especialmente os princípios da contextualização, da imanência e da adequação histórica, articulados à teoria das quatro camadas de Swiggers. A investigação realiza uma análise imanente da gramática anchietana, considerando suas categorias internas, sua organização estrutural e os procedimentos de descrição empregados pelo autor. Os resultados indicam que a obra de Anchieta constitui um instrumento de tradução intercultural e de gramatização marcado pela forte influência da tradição greco-latina, sobretudo de autores como Donato, Despautério, Nebrija e João de Barros. Observou-se que Anchieta organiza o tupinambá segundo categorias europeias, ainda que a própria estrutura da língua indígena frequentemente imponha adaptações e deslocamentos conceituais. Conclui-se que a gramática anchietana participa simultaneamente do projeto pedagógico jesuítico, das dinâmicas coloniais de dominação e da constituição histórica do pensamento linguístico no Brasil, preservando, ao mesmo tempo, importantes registros da língua tupinambá. |
| Abstract: | This thesis investigates, from the perspective of Linguistic Historiography, José de Anchieta’s Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil (1595), seeking to understand how the Jesuit undertakes the grammatization of tupinambá through categories derived from Latin and humanist grammatical traditions. The research begins from the problem of understanding how Anchieta employs European descriptive models in the systematization of a non-written Indigenous language and how this procedure relates to Jesuit education, catechesis, and the colonial context of the sixteenth century. Methodologically, the study is grounded in the principles of Linguistic Historiography proposed by Koerner, especially the principles of contextualization, immanence, and historical adequacy, articulated with Swiggers’ theory of the four layers. The investigation develops an immanent analysis of Anchieta’s grammar, considering its internal categories, structural organization, and the descriptive procedures employed by the author. The results indicate that Anchieta’s work constitutes an instrument of intercultural translation and grammatization marked by the strong influence of the Greco-Latin tradition, especially authors such as Donatus, Despauterius, Nebrija, and João de Barros. It was observed that Anchieta organizes tupinambá according to European categories, even though the very structure of the Indigenous language frequently imposes conceptual adaptations and displacements. It is concluded that Anchieta’s grammar simultaneously participates in the Jesuit pedagogical project, in the colonial dynamics of domination, and in the historical constitution of linguistic thought in Brazil, while also preserving important records of the Tupinambá language. |
| Palavras-chave: | Historiografia linguística José de Anchieta Tupinambá Gramatização Tradução intercultural Linguistic historiography Grammatization Intercultural translation |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Sigla da Instituição: | UFJF |
| Departamento: | Faculdade de Letras |
| Programa: | Programa de Pós-graduação em Letras: Linguística |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
| Licenças Creative Commons: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/21060 |
| Data do documento: | 30-Jun-2026 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Linguística (Teses) |
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