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dc.contributor.advisor1Amaral, Henrique Provinzano-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5532567153141008pt_BR
dc.contributor.referee1Oliveira, Thiago Mattos de-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6580022778985108pt_BR
dc.contributor.referee2Machado, Fernanda Murad-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7983828867348249pt_BR
dc.creatorGecils, Catherine-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9971403159698272pt_BR
dc.date.accessioned2026-02-19T10:55:42Z-
dc.date.available2026-02-18-
dc.date.available2026-02-19T10:55:42Z-
dc.date.issued2026-01-16-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20271-
dc.description.abstractCe travail analyse trois (re)traductions brésiliennes de la pièce Ubu Roi (1896), du poète et dramaturge français Alfred Jarry (1873–1907), oeuvre conçue à l'origine comme une satire de l'autoritarisme et largement reconnue comme précurseur du théâtre de l'Absurde et des avant-gardes du XXe siècle. L'objectif central de la recherche est d'étudier comment les représentations du pouvoir, incarnées principalement par la figure du Père Ubu, sont construites dans les traductions réalisées par Ferreira Gullar (1972), Sérgio Flaksman (2007) et Bárbara et Gregório Duvivier (2021), ainsi que de vérifier dans quelle mesure l'hypothèse de la retraduction s'applique à cet ensemble d'oeuvres.On part de la supposition qu’Ubu Roi, en combinant la violence, le grotesque et la parodie des modèles classiques, offre un terrain privilégié pour observer comment les traductions produites dans différents contextes historiques et politiques reflètent des relations spécifiques au pouvoir et révèlent des positions idéologiques, esthétiques et éditoriales. Nous cherchons également à comprendre comment les choix lexicaux et discursifs des traducteurs peuvent indiquer des processus de manipulation tout en examinant la relation de ces traductions avec leurs publics, afin de déterminer si elles sont orientées vers la lecture ou vers la mise en scène. L'étude s'appuie sur les notions de réécriture et de manipulation proposées par André Lefevere (2007), la conception de la (re)traduction comme geste critique développée par Faleiros et Mattos (2017), les contributions de Danielle Risterucci-Roudnicky (2008) concernant le rôle des paratextes dans la légitimation des oeuvres traduites, ainsi que les réflexions de Susan Bassnett (2003) et de Mônica Zardo (2012) relatives aux spécificités de la traduction théâtrale. La méthodologie adoptée est qualitative et repose sur la sélection et l'analyse comparative d'extraits jugés pertinents, en mettant l'accent sur les néologismes et les archaïsmes, procédures centrales de la poétique jarrienne. Les résultats indiquent que les traductions analysées reflètent non seulement les périodes historiques dans lesquelles elles ont été produites, mais qu’elles peuvent également fonctionner comme des formes de résistance symbolique, en particulier dans les cas de Ferreira Gullar et des frères Duvivier, dont les traductions s'inscrivent dans des contextes marqués par des expériences ou des menaces d'autoritarisme. Nous notons enfin que les retraductions établissent des relations avec les versions précédentes, confirmant l'hypothèse selon laquelle traduire Ubu Roi implique un dialogue critique avec son histoire de traduction et réaffirmant le rôle du traducteur en tant que sujet politique.pt_BR
dc.description.resumoEste trabalho analisa três (re)traduções brasileiras da peça Ubu Roi (1896), do poeta e dramaturgo francês Alfred Jarry (1873–1907), obra originalmente concebida como sátira ao autoritarismo e amplamente reconhecida como precursora do teatro do Absurdo e das vanguardas do século XX. O objetivo central da pesquisa consiste em investigar de que modo as representações de poder, personificadas sobretudo na figura de Père Ubu, são construídas nas traduções realizadas por Ferreira Gullar (1972), Sérgio Flaksman (2007) e Bárbara e Gregório Duvivier (2021), bem como verificar em que medida a hipótese da retradução se aplica a esse conjunto de obras. Partimos do pressuposto de que Ubu Roi, ao conjugar violência, grotesco e paródia de modelos clássicos, oferece um terreno privilegiado para observar como traduções produzidas em diferentes contextos históricos e políticos refletem relações específicas com o poder e revelam posicionamentos ideológicos, estéticos e editoriais. Buscamos ainda compreender como as escolhas lexicais e discursivas dos tradutores podem indicar processos de manipulação, resistência ou atualização crítica, além de examinar a relação dessas traduções com seus públicos-alvo, considerando se são orientadas prioritariamente para a leitura ou para a encenação. O trabalho fundamenta-se nas noções de reescritura e manipulação propostas por André Lefevere (2007), na concepção de (re)tradução como gesto crítico desenvolvida por Faleiros e Mattos (2017), nas contribuições de Danielle Risterucci-Roudnicky (2008) acerca do papel dos paratextos na legitimação das obras traduzidas, bem como nas reflexões de Susan Bassnett (2003) e Mônica Zardo (2012) sobre as especificidades da tradução teatral. A metodologia adotada é de natureza qualitativa e baseia-se na seleção e análise comparativa de trechos considerados relevantes, com ênfase em neologismos e arcaísmos, procedimentos centrais da poética jarryana. Os resultados indicam que as traduções analisadas não apenas refletem os períodos históricos em que foram produzidas, mas podem funcionar como formas de resistência simbólica, sobretudo nos casos de Ferreira Gullar e dos irmãos Duvivier, cujas traduções se inserem em contextos marcados por experiências ou ameaças de autoritarismo. Observamos, ainda, que as retraduções estabelecem relações explícitas ou implícitas com versões anteriores, confirmando a hipótese de que traduzir Ubu Roi implica dialogar criticamente com sua história tradutória e reafirmar o papel do tradutor como sujeito político.pt_BR
dc.description.sponsorship-pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFJFpt_BR
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dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectTradução teatralpt_BR
dc.subject(Re)traduçãopt_BR
dc.subjectManipulaçãopt_BR
dc.subjectUbu Reipt_BR
dc.subjectAlfred Jarrypt_BR
dc.subjectTraduction théâtralept_BR
dc.subject(Re)traductionpt_BR
dc.subjectManipulationpt_BR
dc.subjectUbu Roipt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURAS ESTRANGEIRAS MODERNASpt_BR
dc.titleA representação da autoridade em diferentes contextos históricos: as retraduções de Ubu Roi no Brasilpt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
Appears in Collections:Bacharelado em Letras- Tradução (TCC Graduação)



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