https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20212| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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| gabrielsalgadoribeirodesa.pdf | PDF/A | 7.84 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Clase: | Tese |
| Título : | Biossegurança e tratamentos experimentais: políticas farmacêuticas e a disputa pela governamentalidade da COVID-19 nos Estados Unidos |
| Autor(es): | Sá, Gabriel Salgado Ribeiro de |
| Orientador: | Silva, Cristina Dias da |
| Miembros Examinadores: | Dutra, Rogéria Campos de Almeida |
| Miembros Examinadores: | Wenceslau, Leandro David |
| Miembros Examinadores: | Silva, Rosana Maria Nascimento Castro |
| Miembros Examinadores: | Ferreira, Letícia Carvalho de Mesquita |
| Resumo: | Como autoridades decidem por terapêuticas em meio a uma catástrofe sanitária em formação? O que se disputa nos bastidores quando medidas passam a ser justificadas em nome da urgência? Nos primeiros meses da pandemia de COVID-19, não circularam apenas vírus, gráficos e curvas epidemiológicas, mas também imaginários em torno de potenciais antivirais. Apesar da vasta produção acadêmica sobre a pandemia, permanecem pouco exploradas as disputas internas ao Estado e entre regimes de expertise científica mobilizados na gestão da crise. Tendo isso em vista, propomos uma reconstituição das políticas de biossegurança nos Estados Unidos ao longo de 2020, com base na análise de um acervo documental inédito, originalmente classificado como sigiloso, posteriormente publicizado por meio de um Comitê da Câmara dos Representantes e, em parte, novamente restringido em decorrência de disputas políticas no Congresso. A hipótese central sustenta que a pandemia abriu um campo de disputas entre regimes concorrentes de governo da vida, revelando um paradoxo. De um lado, persistem os dispositivos clássicos da biopolítica, ancorados em protocolos preventivos, condutas uniformes e técnicas de gestão populacional, historicamente associados à Medicina Baseada em Evidências. De outro, consolida-se um modelo securitário de governo, orientado pela administração da incerteza, pela antecipação do desastre e pela legitimação de intervenções excepcionais e adaptativas, denominado biopolítica reflexiva. Essa tensão estrutural desdobrase em três planos interligados: no epistemológico, opondo a estabilização do conhecimento científico à primazia de evidências preliminares; no temporal, confrontando a aceleração decisória com a lentidão dos protocolos regulatórios; e no político-institucional, materializando-se na centralização de poder no Executivo, em tensão com mecanismos de deliberação, controle e accountability. |
| Resumen : | How do authorities decide on therapeutics amid an unfolding health catastrophe? What is contested behind the scenes when measures become justified in the name of urgency? In the early months of the COVID-19 pandemic, circulation extended beyond viruses, graphs, and epidemiological curves; collective imaginaries surrounding potential antiviral drugs also played a central role. Despite the vast academic production on the pandemic, internal disputes within the State and among regimes of scientific expertise mobilized to manage the crisis remain underexplored. This article proposes a reconstruction of U.S. biosecurity policies throughout 2020, based on the analysis of a unique documentary archive. The collection was originally classified as secret, later made public through a House of Representatives Committee, and subsequently partially restricted again due to political disputes within Congress. The central hypothesis holds that the pandemic opened a field of contention between competing regimes of governing life, revealing a paradox rooted in incompatible rationalities. On one hand, classic devices of biopolitics persist, anchored in preventive protocols, standardized conduct, and population management techniques historically associated with Evidence-Based Medicine. On the other hand, a securitarian model of governance consolidates, oriented toward the management of uncertainty, the anticipation of disaster, and the legitimization of exceptional and adaptive interventions, here conceptualized as reflexive biopolitics. This structural tension unfolds across three interconnected planes: epistemological, opposing the stabilization of scientific knowledge to the primacy of preliminary evidence; temporal, confronting decisional acceleration with the slowness of regulatory protocols; and political-institutional, materializing in the centralization of power within the Executive Branch, in tension with mechanisms of deliberation, oversight, and accountability. |
| Palabras clave : | COVID-19 Biossegurança Políticas de saúde Segurança populacional Medicamentos Biosecurity Health policies Population security Pharmaceuticals |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editorial : | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Sigla de la Instituición: | UFJF |
| Departamento: | ICH – Instituto de Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais |
| Clase de Acesso: | Acesso Aberto Attribution 3.0 Brazil |
| Licenças Creative Commons: | http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/ |
| URI : | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20212 |
| Fecha de publicación : | 5-dic-2025 |
| Aparece en las colecciones: | Doutorado em Ciências Sociais (Teses) |
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