https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/21481| File | Description | Size | Format | |
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| gustavojasenovskionofredasilva.pdf | 17.42 MB | Adobe PDF | View/Open |
| Type: | Tese |
| Title: | O fazer coach na contemporaneidade: entre a autoajuda e a esperança prática |
| Author: | Silva, Gustavo Jasenovski Onofre da |
| First Advisor: | Santos, Raphael Bispo dos |
| Referee Member: | Dulci, João Assis |
| Referee Member: | Arribas, Célia da Graça |
| Referee Member: | Oliveira, Eduardo Moura Pereira |
| Referee Member: | Franco, Túlio Maia |
| Resumo: | Este trabalho busca responder como se estabelece a formação de “esperança” que a cultura de autoajuda contemporânea desempenha na conciliação com o contexto de desesperança social. A classe trabalhadora, constituída em uma nova morfologia do trabalho, convive com o risco iminente da perda do mesmo e com a máxima de que a culpa sobre cai única e exclusivamente ao indivíduo. Não obstante, a literatura de autoajuda traz recomendações de como não se chegar a esse ponto, mas se ocorrer, aceitá-lo como “natural” — uma forma plácida de recomeço — também um desafio. Nesse aspecto, entender as novas culturas de trabalho é buscar de forma contumaz, e atual, apreender os destinos e contornos de suas alienações. Para tanto, a pesquisa lança-se ao rastreamento de uma tríade em direção a uma análise mais detalhada de um “evento”- autor-livro, buscando uma abordagem mais empírica e particular à reflexão sobre a autoajuda vigente e a formação coach. A literatura de autoajuda e o profissional coach não dão ares de instituições estanques. Se renovam, inventam e são reinventado. Falam a partir de uma época histórica. Introduzem mecanismos de atuação em diferentes ambientes sociais. Inspiram-se em companhia do que é posto, e socioculturalmente como imanente. Elabora-se pedagogicamente a atividade da “esperança” como um “estilo de vida contemporâneo”, um “artifício” para estar, compreender, e que exerce decorrências sobre o mundo. A cultura de autoajuda formaliza o amparo comunitário para a responsabilização individual. Propõe vínculos, em acordo tutoreado, de uma preparação que disponha a orientação necessária para o ambiente de competição. Organiza-se um “refúgio” gregário para tempos de estímulos individuais em ritmo de aceleração para soluções transitórias. Na “desordem” da identidade situacional, a cultura de autoajuda apresenta a “ordem” da esperança prática protagonizando o indivíduo em abrigo. Institui-se uma via de acesso de comunicação com um real imediatista, que individualiza escolhas, advoga por renúncias, que se pressupõe eliminar influências negativas ao ser e reaviva a esperança como o instrumento indispensável para continuar. |
| Abstract: | This study seeks to answer how the concept of “hope” fostered by contemporary selfhelp culture 1s shaped im relation to the context of social hopelessness. The working class, shaped by a new structure of work, faces the imminent risk of losing their jobs and 1s confronted with the notion that the blame falls solely and exclusively on the individual. Nevertheless, self-help literature offers recommendations on how to avoid reaching that point; but if one does occur it, accepting it as “natural” —aserene form of starting over—is also a challenge. In this regard, understanding the new work cultures means persistently and contemporarily seeking to grasp the trajectories and contours of their alienations. To this end, this research sets out to trace a triad for a more detailed analysis of an “event”-—author—book, seeking a more empirical and specific approach to reflecting on current self-help trends and coach tramimg. Self-help literature and the professional coach do not present themselves as static institutions. They renew themselves, invent, and are remnvented. They speak from a specific historical era. They introduce mechanisms of action in different social environments. They draw imspiration from what is established and, socioculturally, what is immanent. The activity of “hope” is pedagogically constructed as a “contemporary lifestyle,” a “device” for being and understanding, one that exerts an influence on the world. Self-help culture formalizes community support for individual accountability. It proposes bonds—within a guided framework—for preparation that provides the necessary orientation for a competitive environment. A gregarious “refuge” is organized for times of individual pressures, accelerating toward temporary solutions. Amid the “disorder” of situational identity, the culture of self-help presents the “order” of practical hope, placing the individual at the center of this refuge. It establishes a pathway to communicate with an immediate reality that individualizes choices, advocates for sacrifices, 1s presumed to eliminate negative influences on the self, and rekindles hope as the indispensable tool for moving forward. |
| Keywords: | Esperança Ofertas terapêuticas Individualismo positivo Hope Therapeutic options Positive individualism |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Institution Initials: | UFJF |
| Department: | ICH – Instituto de Ciências Humanas |
| Program: | Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais |
| Access Type: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
| Creative Commons License: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/21481 |
| Issue Date: | 6-Jul-2026 |
| Appears in Collections: | Doutorado em Ciências Sociais (Teses) |
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