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dc.contributor.advisor1Paiva, Fernando Santana de-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7433030494346189pt_BR
dc.contributor.referee1Barcellos, Luciana Ferreira-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7203569700834123pt_BR
dc.contributor.referee2Maheirie, Katia-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7689469021584393pt_BR
dc.contributor.referee3Pereira, Eliane Regina-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/0023990232502452pt_BR
dc.contributor.referee4Cavalcante, Ricardo Bezerra-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/8207340549285627pt_BR
dc.creatorDaher, Camila Marques Silva-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2356357825606116pt_BR
dc.date.accessioned2026-07-23T11:10:00Z-
dc.date.available2026-07-23-
dc.date.available2026-07-23T11:10:00Z-
dc.date.issued2026-02-27-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20891-
dc.description.abstractThis dissertation analyzes how narratives about urban peripheries are produced within community communication collectives operating in contexts marked by violence and pauperization. Grounded in the field of Community Social Psychology, the study is based on the understanding that hegemonic media plays a central role in the production of stigmas, fears, and processes of criminalization of poverty, contributing to the naturalization of social inequalities and the violence directed at peripheral populations. In contrast to this scenario, the research investigates the potential of community communication as a practice of resistance, meaning-making, and the construction of alternative subjectivities. This is a qualitative, descriptive-exploratory study structured as a multiple case study involving three community communication collectives located in Rio de Janeiro, Bahia, and Pará. The methodological procedures included semi-structured interviews with representatives of the collectives and documentary analysis of content published on social media platforms. The findings indicate that these collectives function as spaces for denouncing police and media violence, producing counter-narratives about peripheral territories, and articulating networks of solidarity and political education. Beyond the symbolic dispute over representations of poverty and violence, the communicational practices analyzed reveal strategies that integrate art, culture, education, and political action, strengthening community ties and affirming the periphery as a legitimate space of enunciation, knowledge production, and resistance. In sum, community communication, by challenging hegemonic meanings about urban peripheries and creating fissures in normative ideological discourses, constitutes a fundamental practice in the construction of ethical-political projects committed to social justice and the valorization of peripheral experiences.pt_BR
dc.description.resumoA presente tese analisa como narrativas sobre as periferias são produzidas em coletivos de comunicação comunitária inseridos em contextos de violência e pauperização. Ancorada no campo da Psicologia Social Comunitária, a pesquisa parte da compreensão de que a mídia hegemônica exerce papel central na produção de estigmas, medos e processos de criminalização da pobreza, contribuindo para a naturalização das desigualdades sociais e das violências dirigidas às populações periféricas. Em contraposição a esse cenário, investiga-se o potencial da comunicação comunitária como prática de resistência, produção de sentidos e construção de outras subjetividades. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo-exploratório, estruturada a partir de um estudo de casos múltiplos com três coletivos de comunicação comunitária localizados no Rio de Janeiro, Bahia e Pará. Os procedimentos metodológicos incluíram entrevistas semiestruturadas com representantes dos coletivos e análise documental de conteúdos publicados em redes sociais. Os resultados apontam que os coletivos atuam como espaços de denúncia da violência policial e midiática, de produção de contra-narrativas sobre os territórios periféricos e de articulação de redes de solidariedade e formação política. Além da disputa simbólica em torno das representações da pobreza e da violência, as práticas comunicacionais analisadas revelam estratégias que articulam arte, cultura, educação e ação política, fortalecendo vínculos comunitários e afirmando a periferia como lugar legítimo de enunciação, produção de conhecimento e resistência. Em suma, a comunicação comunitária, ao tensionar os sentidos hegemônicos sobre as periferias e produzir fissuras em discursos ideológicos normativos, constitui-se como prática fundamental na construção de projetos éticopolíticos comprometidos com a justiça social e a valorização das experiências periféricas.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentICH – Instituto de Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologiapt_BR
dc.publisher.initialsUFJFpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectComunicação comunitáriapt_BR
dc.subjectContra-hegemoniapt_BR
dc.subjectViolência midiáticapt_BR
dc.subjectPauperização urbanapt_BR
dc.subjectPsicologia social comunitáriapt_BR
dc.subjectCommunity communicationpt_BR
dc.subjectCounter-hegemonypt_BR
dc.subjectMedia violencept_BR
dc.subjectUrban pauperizationpt_BR
dc.subjectCommunity social psychologypt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIApt_BR
dc.title"Se a gente não fala, ninguém vai falar por nós": comunicação comunitária e o tecer de narrativas sobre as periferiaspt_BR
dc.typeTesept_BR
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